Educação e Inteligência Artificial: uma oportunidade para formar melhores cidadãos do futuro, no presente

A velocidade das transformações tecnológicas tem desafiado escolas, educadores e famílias a repensarem o papel da educação. Em um cenário em que a Inteligência Artificial passa a fazer parte do cotidiano de crianças e jovens, cresce também a necessidade de desenvolver competências que vão além do uso ferramental das tecnologias digitais.
O desafio está em formar estudantes capazes de compreender, questionar e utilizar essas tecnologias de forma ética, crítica e criativa.

Embora o debate sobre Inteligência Artificial tenha ganhado força recentemente, essa preparação começa muito antes do primeiro contato com uma plataforma de IA. Passa pelo desenvolvimento do pensamento computacional, da programação, da resolução de problemas, da colaboração e da cidadania digital — competências que dialogam diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com a BNCC Computação.

Em 2019 o Instituto Jama criou o eixo Tecnologias e Inovação, alinhando-se a essa discussão, que hoje se torna ainda mais central para a educação. O primeiro projeto desenvolvido nessa área foi o Letramento em Programação, realizado em parceria com o Instituto Ayrton Senna, levando experiências de pensamento computacional e programação a cerca de 30 mil estudantes da rede pública do Rio Grande do Sul.

Desde então, o Instituto Jama acompanha a implementação e a reaplicação de metodologias destas competências nas redes de ensino e investe na formação continuada de professores e gestores, com o objetivo de atualizar práticas pedagógicas que utilizam a tecnologia como instrumento para ampliar aprendizagens, promover inclusão e estimular o desenvolvimento integral dos estudantes.

Nesse contexto, a Inteligência Artificial representa uma nova oportunidade para qualificar aprendizagens. Utilizada de forma intencional, pode apoiar a pesquisa, ampliar possibilidades de criação, favorecer a personalização de atividades e enriquecer experiências pedagógicas. Ao mesmo tempo, exige que crianças e jovens desenvolvam senso crítico para avaliar informações, reconhecer limitações dos algoritmos e atuar com responsabilidade no ambiente digital.

Essa visão está alinhada às recomendações da UNESCO e da OCDE, que defendem a alfabetização em Inteligência Artificial como parte da formação cidadã. O objetivo não é apenas ensinar a utilizar novas tecnologias, mas preparar estudantes para compreender seus impactos sociais, éticos e democr áticos.

Além de acompanhar tendências, a escola tem a oportunidade de formar uma geração capaz de construir o futuro com consciência, criatividade e responsabilidade. Afinal, em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos, a principal competência continua sendo profundamente humana: aprender a pensar, fazer boas perguntas e tomar decisões éticas diante dos desafios do nosso tempo.

Foto: Paula Jung

 

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