Com o avanço da legislação educacional no Brasil — incluindo os pareceres CNE/CEB nº 2/2022 e nº 2/2025, a Resolução nº 3/2024 e a Estratégia Brasileira de Educação Midiática (EBEM) — a inclusão da Computação, da cultura digital e do pensamento computacional nos currículos escolares tornou-se uma diretriz oficial. Até 2026, todas as redes de ensino, públicas e privadas, deverão estar adequadas a essa nova exigência.
Nesse cenário, a parceria entre o Instituto Jama e a Codifica tem se consolidado como uma iniciativa que visa a implementação de práticas pedagógicas inovadoras no campo da tecnologia educacional. A parceria vem promovendo mudanças concretas na forma como estudantes da rede pública se relacionam com o mundo digital, democratizando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a formação integral.
No primeiro semestre de 2025, o projeto foi implementado em Porto Alegre, atendendo sete escolas da rede municipal e duas organizações sociais. No segundo semestre, a ação se expande para mais 11 instituições — sete em Esteio e quatro em Eldorado do Sul — totalizando 20 unidades até o final do ano.
As atividades tiveram início com a formação de professores e a ambientação dos estudantes no uso de tecnologias digitais. “Eles aprenderam a ligar o computador, navegar com segurança e realizar pesquisas básicas. Essa etapa foi essencial para desenvolver uma base sólida em segurança e autonomia digital”, relata Rudinei Domingues, supervisor pedagógico da Codifica.
Em seguida, os estudantes passaram a desenvolver projetos digitais autorais com uma variedade de ferramentas: Pixel Art, para criação de personagens e animações em 2D; Construct 3, para desenvolvimento de jogos; ChatGPT, como ferramenta de apoio à compreensão da inteligência artificial; Canva, para produção visual; e Google Workspace, para organização e registro dos trabalhos.
No caso da Associação Beneficente Santa Zita de Lucca, os temas dos projetos foram definidos pelos próprios educandos, com foco em questões relevantes para suas realidades — como inclusão por meio do esporte, reciclagem, sustentabilidade e o papel histórico-social da figura de Santa Zita. “Foi muito enriquecedor acompanhar o envolvimento dos alunos. Eles não apenas criaram jogos — mas sim defenderam ideias, construíram narrativas e pensaram soluções para problemas que enfrentam”, destaca Rudinei.
No segundo semestre, as ações se concentram na consolidação dos aprendizados por meio do Teste de Fluência Digital, da realização de uma Mostra de projetos e de uma cerimônia de formatura para os participantes. Esses marcos buscam valorizar o percurso formativo dos estudantes e reforçar a cultura de aprendizado contínuo nas escolas envolvidas — um princípio essencial para a atuação do Instituto Jama.
“Mais do que ensinar o uso de ferramentas, a iniciativa promove competências fundamentais como pensamento computacional, cidadania digital e domínio crítico das tecnologias. Essas habilidades são indispensáveis tanto para a vida pessoal quanto profissional, e fortalecem a aprendizagem como um todo”, afirma Guilherme Fortes, fundador da Codifica.
O Instituto Jama criou, em 2019, o eixo de atuação Tecnologias e Inovação, com a convicção de que a educação precisa acompanhar as transformações do mundo contemporâneo. Desde então, tem investido consistentemente em atividades, formações e projetos que promovem atualização, qualificação e desenvolvimento para estudantes e educadores da rede pública. A experiência com a Codifica origina-se deste propósito ao consolidar práticas educacionais inovadoras, inclusivas e tecnológicas, sintonizadas com os desafios e as demandas da educação no século XXI.
Na imagem turma de educandos e educadora da Associação Beneficente Santa Zita de Lucca que receberam certificados de conclusão do primeiro semestre de 2025, professor da Codifica, Rudinei Domingues e Adriana Lanzarini, do Instituto Jama.